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Valuation #1: Uma introdução ao tema

Nesta nova série de posts vamos nos aprofundar no tema Valuation, na qual falaremos sobre as principais metodologias de avaliação, suas aplicações e seus componentes. O objetivo desta série é dirimir as dúvidas que são comuns entre os empresários, trazendo informações de relevância e de simples compreensão.


Para introduzir o tema Valuation, seguindo um caminho lógico, descrevendo o valor. O valor de uma empresa ou negócio é decorrente das expectativas futuras de geração de fluxo de caixa, já a criação de valor aos acionistas, por sua vez, surge de uma perspectiva de aumento destes fluxos. Em outras palavras, a geração de fluxo de caixa é o fator determinante do valor e a criação de valor (aumento do valor) ocorre quando existe um crescimento real desse fluxo de caixa (ceteris paribus) acima dos retornos de mercado.


A criação de valor se dá pela combinação de diversos fatores e estratégias acionadas pela empresa, como giro dos investimentos, planejamento tributário, margens de lucro e desempenho operacional, retorno dos investimentos, estrutura de capital, entre outros direcionadores de valor que impactarão seu fluxo de caixa.


Tendo a definição de Valor, devemos abordar dois modelos, o valor do Patrimônio Líquido e o valor da Empresa. O primeiro reflete o valor para os acionistas e o segundo, o valor de toda empresa, incluindo assim todos os passivos. Para a mensuração, tanto do valor do Patrimônio Líquido, quanto do Valor da Empresa, existem diversas metodologias disponíveis, cada uma com sua aplicabilidade. Nesta série iremos abordar principalmente as duas principais, introduzidas abaixo:


  • Avaliação por Fluxo de Caixa Descontado: nessa metodologia, o valor do ativo é aquele originado dos fluxos de caixa estimado desse ativo, descontados a uma taxa de desconto que reflita o grau de risco desses fluxos de caixa;


  • Avaliação Relativa: Para esta avaliação são utilizados peers de mercado (empresas de ramos similares, estrutura operacional similar ou qualquer outra semelhança estabelecida pelo avaliador) para calcular indicadores chaves e compará-los com o da empresa analisada. Um exemplo disso, é analisar o preço de negociação de ativos similares com relação a seus EBITDAS, em posse desse ratio (P/EBITDA) e do EBITDA da empresa analisada, e assim podemos estimar o valor da empresa;


  • Existem outras metodologias de avaliação de empresas, como a Liquidação de Ativos e Passivos, ou avaliação pelo Patrimônio Líquido, utilizadas para empresas que não possuem lucros correntes e positivos.


Em nosso próximo post da série, nos aprofundamos no tema Fluxo de Caixa Descontados e seus modelos. Não deixe de acompanhar!

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